SUÍNOS


ANIMAIS INTELIGENTES E SOCIÁVEIS

Porcos são animais tão afetuosos e sociáveis quanto cachorros. Eles sonham enquanto dormem.

Porcos têm a capacidade cognitiva de serem bastante sofisticados. Mais do que os cães e, certamente, mais do que crianças de três anos de idade, diz Dr. Donald Broom, professor da Universidade de Cambridge e ex-consultor científico do Conselho da Europa. Os suínos podem jogar videogames e indicaram preferências de temperatura na pesquisa comportamental.

Esses fatos não são surpresa a alguém que passou um tempo com esses super sociáveis e brincalhões animais. Porcos protegem os mais jovens e formam laços fortes com outros da mesma espécie. São animais limpos, não suam como os humanos e preferem superfícies frias como a lama para ajudar a regular a temperatura do corpo.



FAZENDAS DE SUÍNOS

Somente os porcos dos filmes passam a vida correndo em pastagens e relaxando ao sol. Em qualquer dia nos Estados Unidos, há mais de 68 milhões de porcos em fazendas industriais e 115 milhões são mortos a cada ano. No Brasil, mais de 40 milhões de animais foram abatidos em 2015.


As porcas-mãe passam a maior parte de suas vidas em grades individuais de gestação, uma das maiores torturas que um animal pode receber, ainda mais durante essa fase tão delicada. Essas gaiolas têm cerca de 2 metros de comprimento por 60 centímetros de largura - extremamente pequenas, impossibilitando que o animal sequer se mova para o lado. Depois de dar à luz, as porcas são transportadas para gaiolas de parto, que são largos o suficiente somente para amamentarem seus bebês, mas não o suficiente para se virarem ou construírem ninhos para seus filhotes.

Os leitões são finalmente separados de suas mães aos 10 dias de vida, sendo classificados para serem criados para reprodução ou carne. Os filhotes das porcas são eletrocutados ou mortos com um tiro na cabeça aos 6 meses de idade; os que não morrem são afogados em água escaldante para ser arrancado seu couro.

Esses animais muito sensíveis vão à loucura quando confinados ou caem em profunda depressão, constantemente espancados por não conseguirem se locomover, sendo utilizado também choque elétrico. Há relatos dessas atrocidades em vídeos de diversos países, como o brasileiro A Carne é Fraca. 

Então a porca é violada  novamente por inseminação artifical, e o ciclo continua por três ou quatro anos antes de ser abatida. Esse confinamento intensivo produz comportamento devido ao estresse e tédio, como mastigar as barras das gaiolas obsessivamente até quebrarem todos os dentes.

Dave Warner, Diretor de Comunicação do Conselho Nacional dos Produtores de Suínos - EUA, ironicamente, disse:
"Nossos animais não podem se virar durante 2 anos e meio que permanecem em nossos estábulos. Não sei quem perguntou à porca se ela queria se mexer."


PROCEDIMENTOS PADRÃO - EMBRAPA

No site da EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é possível verificar procedimentos cirúrgicos nos animais sem qualquer menção a anestésicos, além de práticas de mutilação como corte de caudas e dentes dos pequenos filhotes:

CASTRAÇÃO DOS LEITÕES
Práticas dolorosas como o corte dos dentes e cauda dos leitões não devem ser realizadas durante a parição e sim após sua finalização.
Os leitões devem ser castrados antes de completar os 12 dias de idade, seguindo os passos abaixo:
  • Preparar o bisturi, fio e desinfetante à base de iodo em um balde;
  • Fechar os leitões no escamoteador para facilitar a captura dos mesmos;
  • Castração de leitões normais:
a) Um auxiliar segura o leitão na tábua de castração ou o leitão é imobilizado, usando-se equipamento apropriado;
b) Desinfetar a região do escroto com pano embebido no desinfetante;
c) Realizar a castração fazendo um ou dois cortes sobre os testículos e retirá-los por tração;
d) Desinfetar novamente o local da incisão e liberar o leitão.


O corte de caudas é um procedimento para evitar que os próprios animais se mordam, gerando infecções e tornando dispendioso o tratamento com antibióticos. O animal morde a si mesmo devido ao estresse extremo causado pelas condições de confinamento, desenvolvendo comportamento anormal como a automutilação.

Em condições extremamente abarrotadas e estressantes, os leitões são propensos também ao canibalismo, ​​de modo que os trabalhadores usam alicate para quebrar as pontas dos seus dentes - sem qualquer analgésico. Para identificação, os jovens porcos também têm pedaços de orelhas mutiladas, sempre sem anestesia. Fazendas que realizam esse procedimento demonstram o total desinteresse pelo bem-estar dos animais, sua própria fonte de renda.

Pelo fato dos porcos serem destinados à alimentação humana, eles não são amparados pela brasileira Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/98. Se o porco for um animal de estimação vivendo num apartamento, como alguns que vemos hoje em dia nas grandes capitais de São Paulo e Rio de Janeiro, oa maus-tratos virariam crime tipificado.

"Praticar ato de abuso e maus-tratos a animais domésticos ou domesticados, silvestres, nativos ou exóticos"




TRANSPORTE E ABATE

De acordo com relatórios da indústria, mais de 1 milhão de porcos morrem a caminho do abate a cada ano. Nenhuma lei regulamenta a duração do transporte, a freqüência do repouso ou o fornecimento de comida e água para os animais.


Os porcos tendem a resistir a entrar nos caminhões, que possuem rampas íngremes, quando então os trabalhadores usam bastões elétricos pontiagudos para forçá-los a andar. Não há leis federais que regulam a tensão ou o uso dos bastões em porcos, e um estudo mostrou que quando esses instrumentos foram usados, os porcos vocalizaram, perderam o equilíbrio e pularam para fora da área de carga.

Um típico matadouro mata cerca de 1.000 porcos por hora. O grande número de animais mortos torna impossível que as mortes de porcos sejam "humanitárias" e indolores. Por causa do atordoamento impróprio, muitos porcos estão vivos quando atingem a água escaldante, que se destina a remover o couro.


RISCOS À SAÚDE PELA INGESTÃO DA CARNE DE PORCO

Pesquisadores em todo o mundo constatam hoje que
dietas à base de carne aumentam o risco de câncer de próstata nos homens e podem causar câncer de estômago e de esôfago. O consumo freqüente de bacon, cachorros-quentes e salsichas está associado a um risco crescente de diabetes e câncer de pâncreas.

Todos os anos, a intoxicação alimentar atinge milhões de pessoas em todo o mundo. Os produtos de carne de porco são portadores conhecidos de patógenos transmitidos pelos alimentos, incluindo E. coli, trichinella, listeria, salmonella e tênia solitária. 

Pela aglomeração que cria um ambiente propício para a propagação de doenças, porcos em fazendas são alimentados com milhões de litros de antibióticos e pulverizados com grandes quantidades de pesticidas. Os antibióticos e pesticidas permanecem em seus corpos e são passados ​​para as pessoas que os comem, criando graves riscos à saúde para os seres humanos, além de provocar cepas de bactérias resistentes.


DANOS AMBIENTAIS

Criar animais para a alimentação requer gigantescas quantidades de recursos. Gráficos apontam para cerca de 50% de terras em todo o mundo utilizadas para criar animais para alimentação ou para cultivar grãos para alimentá-los. 


Porcos e outros animais de criação são os principais consumidores de água no mundo inteiro e cada um se alimenta de toneladas de grãos, milho e soja. Como consequência, produzem muitos quilos de dejetos cada um, todos os dias, que acabam contaminando o ar e lençóis de águas subterrâneas.


VOCÊ PODE AJUDAR OS ANIMAIS!

É possível parar de gostar de comer bacon quando se pensa nisso tudo. Hoje em dia, há inúmeras alternativas de comidas 100% vegetais, inclusive imitações perfeitas de bacon. Enquanto alguém continuar a comprar derivados da carne de porcos, a exploração e o sofrimento animal continuarão.


ATENÇÃO!
  • os animais passam dias sem comer ou beber água ao serem transportados para os matadouros;
  • nas indústrias, os animais são reproduzidos artificialmente, uma violação total de sua natureza;
  • não há morte ou exploração sem sofrimento, independentemente do quão bem tratados sejam os animais.


Texto: Laura Kim

Fonte:
  1. Vegan Outreach
  2.  A carne é fraca, Instituto Nina Rosa
  3. EMBRAPA
  4. Planalto Brasileiro
  5. World Animal Protection